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Ótimas mudanças no cartão de crédito para despesas no exterior!

Amigos e amigas, notícia quentinha do Banco Central, maravilhosa para quem gosta de usar cartão de crédito no exterior!


Por meio da Circular 3.918, publicada na semana passada, o BaCen passou a exigir que os gastos no cartão de crédito em moeda estrangeira sejam convertidos em reais, na fatura, usando a taxa do câmbio do dia da compra.


“Mas, Alexi, por que isso é ‘top’?”, vocês perguntam (desse jeito mesmo) – e eu respondo!


Antes da mudança, os bancos faziam a conversão da moeda estrangeira somente no dia de fechamento da sua fatura do cartão. Em termos práticos, isso significava que eu, você e todos os consumidores corriam o risco de a moeda estrangeira subir e você ter de pagar mais reais, o chamado “risco de flutuação cambial”. Das duas uma: ou você ficava torcendo (talvez rezando) para o dólar não subir entre o dia 10 e o dia 25, ou você nem sabia que esse risco existia!


Exemplo de como era: imagine que você foi viajar para fora do Brasil (ótima coisa para se imaginar com dezembro chegando!) e pagou sua hospedagem no cartão –US$ 1.000,00. Vamos considerar que você fez essa compra no dia 10 (taxa de câmbio R$/US$ 2,00), sua fatura fecha no dia 15 e o vencimento da fatura é todo dia 25 (taxa R$/US$ 2,50). Você pensou ter gasto R$ 2.000,00 no dia 10, mas gastou R$ 2.500,00! Além disso, esse “ajuste” podia vir até na fatura do mês seguinte – ou seja, você poderia ficar até 2 meses exposto ao risco do real se desvalorizar.


E agora? O banco emissor do cartão vai ter de usar a taxa de câmbio do dia! Ou seja, você corre o risco de um dia só, ao invés de até 40 dias! No exemplo anterior, você saberia que gastou R$ 2.000,00 no dia seguinte. Isso traz muito mais previsibilidade para suas despesas – você vai saber quanto gastou em reais bem mais rapidamente e não correrá o risco da moeda estrangeira subir entre sua compra e o pagamento da fatura do cartão. Seu orçamento agradece (o meu também)!


Segundo o BaCen, isso também aumenta a transparência e a capacidade do consumidor de comparar taxas entre bancos, conseguindo ver com clareza os preços que os bancos cobram neste serviço (sim, ele é cobrado! O banco ganha a diferença entre 1) o que ele gasta para comprar o dólar e pagar o fornecedor em seu nome e; 2) quanto ele cobra pra vender o mesmo dólar para você – o spread!).



Por último, mas não menos importante: não se esqueça de que cartão de crédito não é impressora de dinheiro, nem que limite do cartão não é complemento de renda!

Esta melhoria te permite gastar melhor e de maneira mais planejada, mas não exclui a necessidade de você manter um orçamento e limitar seus gastos às metas que vocè estabeleceu. Se exagerar na dose com o cartão, o preço continua altíssimo.

Que acharam da mudança do Banco Central? Quais outras melhorias vocês gostariam de ver? Queremos ouvir vocês! Curtam e comentem!


Alexi Atchabahian, voluntário do Bem Gasto.

linkedin.com/in/alexiatchabahian

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