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Mentiras que nos contam sobre independência... financeira


Pessoal, tudo bem com vocês?


É meio óbvio que adoro o tema da independência financeira - acho que dá pra perceber, né?


Em um mundo onde nossa sobrevivência e a realização de alguns (vários!) de nossos objetivos está ligada a dinheiro, chegar a um ponto em que a renda do nosso patrimônio garante que consigamos viver com dignidade faz com que as possibilidades se abram: aquele trabalho que você não gosta vira opcional; o seu tempo pode ser melhor aproveitado... na minha humilde opinião, é um objetivo muito legal de se ter!


Mas muita gente conta algumas mentiras sobre o assunto. Esse texto tenta desmistificar estas enganações e, quem sabe, inspirar vocês a buscarem sua liberdade, independentemente de onde você está no processo, de quanto você tem ou de quanto ganha. Vamos lá?


Mentira número 1: Sua Independência Financeira depende de quanto você ganha.

Não acredite nisso. Na verdade, ela depende mais de quanto você consegue guardar do que ganha. O negócio é criar uma diferença positiva entre o que se ganha e o que se gasta, investindo o saldo. Pode ser gastando menos; pode ser ganhando mais, mas o importante é aumentar a diferença. Muita gente ao redor do mundo consegue ficar milionário só se aproveitando dos juros compostos; por outro lado, muita gente (lembram-se do ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi?) que ganha milhões não consegue construir patrimônio. Para provar esse ponto - quanta gente já pensou que “quando eu ganhar um aumento eu junto”? E quantas vezes pensamos que o aumento não é suficiente logo depois de recebê-lo? Pois é. O problema então não está na quantidade de dinheiro!


Mentira número 2: A felicidade é cara.

Gente, vale sempre a pena relembrar: geralmente as coisas que nos deixam mais felizes não custam dinheiro. Amizade sincera, amor da família, um passeio no parque... todas essas coisas são de graça ou são baratas. Muita gente vende a ideia de que ser feliz é ter carro do ano, roupas caras da moda e mais um monte de coisas. O que eu sugiro é que vocês façam dois exercícios: o primeiro é uma lista com as 3 coisas mais importantes da vida de vocês e que te trazem maior felicidade; o segundo é tentar viver sem um hábito que você considera “caro” por uma semana. Você pode perceber que as coisas que você acha que dá valor não são tão valiosas assim...


Mentira número 3: Dívidas são parte da vida.

Simplesmente pare. Categoricamente: não são. Gastar menos do que ganha é uma das regras de ouro pra se chegar ao ponto de não precisar mais se preocupar com a grana. Pagar juros (altíssimos no país que a gente vive, ainda) vai em sentido completamente oposto a isso. Quem quer alcançar a sua independência precisa segurar a mão e saber que consumir mais agora vai invariavelmente significar sacrifício de patrimônio no futuro. Que fazer então? Pagar tudo à vista. “Mas tudo?” Tudo. “Até imóvel?” Olha, se for possível, sim (você vai economizar uma NOTA de juros), mas se fizer parte do seu plano de vida ter casa própria rápido, essa dívida é aceitável. De resto, fuja da parcela e dos juros embutidos. Sim, aquela coisa “X vezes sem juros” normalmente tem juros – é só você perguntar se tem “desconto à vista”; se tiver, o preço à vista é o preço sem juros e a diferença entre o total pago e o valor à vista são os juros que você pagou para a loja! Vale mais a pena juntar você mesmo e pagar à vista depois de ter juntado tudo – aproveite que você está com a grana na mão e negocie um desconto f*da!


Mentira número 4: Investir é complicado.

O princípio do investimento não é difícil - gaste menos do que ganha, invista o saldo e repita. Simples assim. O que complica, então? Por que parece tão difícil? O jargão técnico ferra o pequeno investidor. Não tem jeito. A linguagem do mercado financeiro não é feita pra quem não gosta do assunto e não está acostumado. Que fazer então? Comece com o básico e estude devagarzinho; não invista em algo que você não entenda e tente buscar recursos que expliquem as coisas de maneira prática! E lembre-se de uma coisa: mais importante do que o investimento certo é a disciplina de investir com consciência e persistência. Investimentos são a parte “sexy” do planejamento financeiro e são o que atraem mais nossa atenção, mas não é a parte mais relevante. Se você já tem a disciplina e o hábito de poupar, você já está encaminhado e dai pode focar em conhecer mais as opções ao seu alcance.


Mentira número 5 - alguém cuidará da sua independência / aposentadoria por você.

Pode ser o governo (via INSS), parentes (vivos, no caso de filhos de pessoas velhas; ou mortos, caso você esteja esperando uma herança) ou a Caixa Econômica (se você estiver confiante na fezinha que fez na Megasena essa semana)... O INSS está falido e a situação vai piorar ainda mais. Parentes vivos não devem ver você como peso, e nem você deve se planejar tendo isso em mente - quer presente melhor para os filhos do que deixá-los crescer no mundo e não ter a preocupação com os pais? Você não se sente mal em desejar uma herança ao invés de querer aquela pessoa viva e ao seu lado? Aqui, a palavra central é autorresponsabilidade – assuma o leme da sua vida, defina o que independência financeira significa para você (só para você!) e comece!


E aí? Que acham? Vamos junt@s nessa jornada? Se precisarem de alguma ajuda, sugestão ou palavra de apoio, estou aqui!


Um grande abraço!

Alexi, voluntário da Bem Gasto

alexi.atchabahian@gmail.com




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