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As Três Leis da Educação Financeira

As finanças costumam ser a ponta de um grande iceberg. A primeira coisa a tirar sono de alguém é olhar a conta bancária e saber que não terá dinheiro para pagar as contas no dia seguinte.


Questões como essa acabam, com o tempo, trazendo complicações na saúde, brigas em relacionamentos e por aí vai. Os problemas financeiros são sinal de que os hábitos e comportamentos precisam ser mudados. Porém muda-los não é uma coisa tão simples.


Para facilitar esse trabalho, podemos nos espelhar em um conceito que todos nós aprendemos na escola. Tratam-se das Leis da Física, que são enunciados de uma verdade científica, que acabam generalizando características, facilitando, portanto, a resolução dos problemas.


Podemos fazer um paralelo com as finanças pessoais, buscando “leis” que sirvam para contribuir, através da definição de princípios básicos, na saúde financeira de qualquer indivíduo. Vamos enunciá-las então:


1) Lei do Equilíbrio

Podemos definir equilíbrio financeiro como o cenário em que não existam dívidas, ou seja, a pessoa está no “Zero a Zero”. Trata-se do estado inicial para que a prosperidade financeira seja alcançada. Para alcançar este equilíbrio, não se deve gastar mais do que arrecada. Caso essa lei não seja respeitada, ocorre o cenário do endividamento, situação na qual o sujeito precisa tomar dinheiro emprestado, que acabam trazendo juros, destruindo o cenário do equilíbrio.


2) Lei da Entropia Financeira

Na Física, o conceito de “entropia” mostra que o estado natural das coisas é a desordem, a bagunça.

Em finanças é a mesma coisa. A tendência natural do dinheiro é a desordem. Se não houver esforços para controle, a situação tende a ficar caótica. Uma situação muito típica é a que acontece com os pequenos empresários, que acabam não separando seu dinheiro pessoal do dinheiro da empresa, o que acaba gerando uma grande bagunça.


3) Lei da Transformação

A relação Risco x Retorno mostra que não dá pra ganhar muito dinheiro sem risco. Quando aparecem investimentos “sem risco algum” e com “alto retorno”, como se fosse algo criado, é algo que devemos suspeitar. Na maioria dos casos, precisamos ter nosso dinheiro trabalhado com o tempo para ser “transformado” em um montante maior.



Seguir estas três leis facilitará a caminhada rumo à prosperidade financeira, que é algo que todos almejam, mas é algo que poucos conseguem seguir os caminhos para alcança-la.


Victor Barboza é especialista em finanças pessoais e gestão financeira de pequenos negócios. É voluntário da Bem Gasto e fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa.

http://gestaofinanceiracriativa.com.br/

https://www.linkedin.com/in/victorbarboza/




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