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Dívidas de fim de ano, episódio final: Trocar de Dívida? Antes, resolva o problema!

Amigas e amigos, Tudo bem com vocês?


Aqui está o sexto e último capítulo da série de Purificação das Dívidas. Foi uma série muito legal de fazer e espero que essa contribuição ajude cada um de vocês em suas jornadas financeiras!


Depois de todos os passos anteriores, vamos hoje falar sobre trocar de dívida. Passados outros cinco passos, chegamos ao lugar onde todo mundo diz para começar: agora é hora de falar em consolidar as dívidas, trocar uma dívida cara por outra mais barata, essas coisas. Realmente, isso é algo que pode ajudar MUITO @s endividad@s, ainda mais se a gente considerar os juros gigantes que pagamos nesse Brasilzão. E você estão se perguntando certamente: “por que falar de algo que pode me ajudar MUITO só agora, depois de cinco outras dicas? Esse cara só pode estar de brincadeira”.


Tem um motivo. Juro para vocês. E ele é simples:


SEM CORRIGIR O MOTIVO POR QUE VOCÊ SE ENDIVIDOU EM PRIMEIRO LUGAR, NÃO ADIANTA TROCAR DE DÍVIDA


É simples assim: salvo em casos de dívidas por extrema necessidade, muitas vezes o endividamento tem raiz em comportamentos errados ou inconscientes (ou os dois juntos). Sem mudar sua cabeça antes (episódio 1), sem a consciência de quanto se deve (episódio 2), quanto se ganha e quanto se gasta (episódio 3), sem a tranquilidade de conseguir cobrir um imprevisto com a sua reserva (episódio 4) e sem o hábito de pagar consistentemente suas prestações (episódio 5), a chance de vc voltar a ter dívidas é grande.


Jogando a real

Eu estou aqui pra te ajudar. Por isso, eu preciso ser seu amigo e te falar a verdade: sem corrigir o problema embaixo da dívida, não adianta nada consolidar, trocar nem nada. Quer um exemplo?


Você tem dívidas e mora no Brasil imaginário, onde pegar um empréstimo pessoal custa quase de graça - 0,5% ao ano. Você troca sua dívida de 1000% ao ano do rotativo e fica super feliz!! Na semana seguinte, acontece algo ruim na sua vida e você decide se dar um banho de loja para melhorar... e paga com o cartão de crédito. Acaba gastando mais do que deveria e – surpresa! – agora você tem uma dívida barata E uma cara. Você deveria trocar, e não adicionar.


Ou seja – se você não corrigir o que te levou a ter dívida da primeira vez, não adianta trocar a dívida cara de hoje por uma barata; você vai fazer mais dívida cara e vai ter duas para pagar!


Resolva a causa

Então, tenha calma e tome todas as precauções. Lembre-se das dicas anteriores e confie no processo. Se escorregar, levante e continue. E vá sem pressa - ande na direção certa ao invés de correr na direção errada. Faça seu orçamento e saiba o quanto pode gastar. Lembre-se que cheque especial e rotativo do cartão são dívida e não renda adicional.

Não consegue parar de usar o cartão? Congele ele em um bloco de gelo e só quebre em situações de real emergência (créditos para o filme “Delírios de Consumo de Becky Bloom” - assistam porque é muito bom! Só não vale fazer isso). Não se controla com aquele limite adicional na conta? Ligue pro gerente e peça para tirar. Não passe tentação! “Mas e as milhas? Não valem a pena?” Só se você paga o cartão! Se você está no rotativo, está no prejuízo e não há programa de milha ou fidelidade que compense.


Enfim, a troca

Com isso em mente e com o problema encaminhado, aí sim é hora de economizar também na dívida.  E a troca é simples – procure em algum lugar um tipo de crédito ou empréstimo com taxa de juros menor do que o juro que você paga hoje. Se a dívida original for cheque especial ou cartão, a procura é fácil, mas se for outra, faça o exercício mesmo assim – você pode se surpreender com a economia que fará. Procure no seu banco, em outros bancos, em cooperativas de crédito... use a criatividade!


Não se esqueça de algumas coisas:

Compare sempre os Custos Efetivos Totais de cada dívida, e não só as taxas de juros. O tal do CET é a taxa total que vc paga, com juros e outros custos. Compare banana com banana!


Use suas opções em outras empresas como arma em eventuais renegociações – não tenha dó de negociar e tentar conseguir pagar menos!


Sempre pergunte se a menor taxa está vinculada a alguma garantia – pode valer mais a pena pagar uma taxa de juros um pouco maior mas não colocar uma casa própria ou outro bem que você já possui em risco.


Eu acho mais prático consolidar todas as dívidas em uma só – fica mais fácil de controlar. Mas não tem certo e errado!


Pague as dívidas (já reduzidas).


Depois de tudo isso, não faça mais dívida!


É isso, pessoal. Com estas dicas, acho que cada um de vocês tem um caminho sustentável para sair das dívidas e não voltar mais. E, acredite – a sensação de liberdade é enorme!

Espero que tenham gostado da série. Quero muito ouvir sua opinião – elogios, críticas, experiências ou dúvidas, vale tudo. É só me escrever no e-mail abaixo – vou ficar muito feliz em ouvir vocês. E não se esqueça de dividir essa série com alguém que precisa desse toque para se livrar das dívidas!


Um abraço,

Alexi Atchabahian

alexi.atchabahian@gmail.com




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