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O seguro não morreu de velho... ele vive tranquilo!

Hoje em dia, a indústria de seguros oferece uma enorme quantidade de apólices e coberturas diferentes. Desde o conhecido seguro de carro (que tem um monte de proteções, como roubos, acidentes, danos materiais contra terceiros), seguro de vida e até seguro contra roubo de celular. Muitas opções podem ser oferecidas e a gente pode ficar (e normalmente fica) perdid@. Como a gente pode então navegar por esse mundo?


Precisamos ou não de seguro?


Que significam os termos complicados?


Vamos simplificar!


Antes de falar de seguro, temos de falar sobre do que ele nos protege – de um risco.

Alguns exemplos: o risco de morte e minha família sentir falta da minha renda; risco de bater meu carro em veículo de terceiros; minha casa pegar fogo; eu ficar doente; até o risco de eu viver mais do que a expectativa e meu patrimônio não ser suficiente para eu ter uma vida digna. São normalmente ocorrências no futuro e que não sabemos agora se acontecerão ou não.


Identificados os riscos, quais as ações que eu posso ter em relação a eles?

Eu posso assumi-los: de maneira consciente ou não, eu tomo o risco e aceito viver com as consequências (aqui, fazer nada significa tomar o risco!).


Eu posso não corrê-los: para os que eu tenho controle, é só eu não assumir – o único jeito 100% eficaz de não bater o carro é não andar com ele na rua!


Eu também posso me “auto-proteger” ou diminuir o risco – cuidar muito bem da saúde, dirigir cuidadosamente, formar patrimônio para uma aposentadoria confortável, ter uma reserva de emergência grande para pagar os consertos de um eventual incêndio na minha residência (além de sprinklers e detectores de fumaça)... com estas atitudes, a gente consegue, com nossos próprios esforços, diminuir a chance de um evento futuro e incerto aconteça, ou que seus impactos negativos nos atinjam.


Eu posso terceirizar o risco – e é aí que os seguros entram! Contratar um seguro é terceirizar para alguém (a seguradora) um risco que você corre.


Disso, tiramos a primeira lição – só vale a pena ter um tipo de seguro se você efetivamente corre o risco e, mais ainda, deicidiu que quer terceirizá-lo (deixando de assumi-lo, de não correr o risco ou até de se auto-proteger).


Pra terceirizar o risco, o negócio é com uma seguradora. O documento que comprova que se tem um seguro é a apólice. O corretor de seguros é a pessoa autorizada a te vender estes produtos, e ganha comissão da seguradora por isso. A cobertura é a quantidade de risco que a seguradora assume. O que você paga para a seguradora em troca de ela assumir aquele risco se chama prêmio. Quando o evento de que você quer se proteger acontece e a apólice estiver válida, as seguradoras chamam ele de sinistro. Com estes termos já dá pra entende rum pouco mais – se quiserem ir mais fundo, este glossário da SUSEP (regulador das seguradoras) pode te ajudar!


Por último, é legal saber rapidamente como as seguradoras funcionam. Em termos bem simplificados: elas têm diferentes baldes de dinheiro, separados por tipo de risco e enchidos pelos prêmios que cada segurado paga; quando algum sinistro acontece, o balde correspondente àquele tipo paga o valor devido de acordo com a apólice! Em outras palavras: todos os segurados pagam os sinistros que acontecem. Acabamos dividindo o risco com todos os que estão no balde! A seguradora usa cálculos estatísticos avançados para calcular a probabilidade de cada risco acontecer (os cálculos atuariais!).


Ou seja, agora você consegue:

1) Falar sobre seguros com seu corretor e não boiar completamente!

2) Saber como funciona o básico de um seguro!

3) E, mais importante, escolher se você realmente precisa de um seguro ou se você tem outras formas de se proteger do risco!


Se tiverem qualquer dúvida ou comentário, é só me escrever!


Um grande abraço!


Alexi Atchabahian, voluntário da Bem Gasto

alexi.atchabahian@gmail.com



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