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Quando o barato sai caro: capriche na hora das revisões de seus equipamentos

Nenhum equipamento eletrônico foi feito para durar para sempre.


Esses bens, infelizmente, estão sujeitos ao desgaste e ao avanço de novas tecnologias, fatores que fazem com que todos os equipamentos tenham algo similar a uma “data de vencimento”.


Que atire a primeira pedra quem nunca precisou trocar um computador ou um celular por causa da bateria fraca ou pela velocidade de processamento mais lenta. Com os carros é a mesma coisa: conforme o tempo de uso, o motor vai se desgastando, e chega uma hora em que ele para de funcionar – ou não funciona tão bem assim.


Existem dois tipos de manutenção para prolongar a vida desses bens: a manutenção preventiva, em que periodicamente se leva o equipamento a uma oficina autorizada (a revisão anual dos veículos fazer a limpeza e formatação dos computadores); e a manutenção corretiva, em que o equipamento já apresentou alguma falha ou problema, e é levado justamente para ser consertado (como é o caso de troca de peças no carro ou troca de telas de celulares).


Portanto, além do custo para adquirir um equipamento, diversas vezes surgem também, ao longo do tempo, novos custos para sua manutenção. Muitas vezes, o usuário acredita que a melhor coisa é tentar economizar nestes custos, mas, isto pode ser um barato que sai caro.


De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a proteção mínima (chamada de garantia legal) que o consumidor de qualquer bem durável possui é de 90 dias, contados da data da compra.


No caso específico de veículos novos, além desta garantia, há a garantia contratual, com prazo ampliado. Neste caso, é importante ler e entender o Manual de Garantia, pois é lá que estão as regras sobre como usar os benefícios. Basicamente, qualquer problema que o veículo vir a ter no período determinado pelo Manual, cabe à concessionária realizar os reparos, sem custos. Mas para isso funcionar, a realização periódica das revisões, por exemplo, precisam ser seguidas à risca. Justamente por isso, deixar de levar o carro nas revisões programadas ou levá-lo em oficinas que não sejam autorizadas são economias que poderão resultar em custos maiores na hora em que um reparo precisar ser feito.


Assim como no caso dos veículos, eletrônicos e eletrodomésticos também têm regras. A garantia legal existe e, muitas vezes, são oferecidas garantias estendidas. Nem sempre elas valem a pena, pois têm um custo relativamente alto quando comparado ao preço do próprio produto. Em alguns casos, quando há algum defeito, pode compensar mais comprar um novo e mais moderno do que consertar o aparelho defeituoso. Vale sempre fazer essa ponderação se vale ou não ter uma garantia extra.


Na hora de realizar manutenções, é sempre importante verificar sobre a qualidade e reputação do local que prestará os serviços. Analise e escolha o local que tenha a melhor relação custo/ benefício. É muito comum existirem locais que cobram mais barato do que os demais, mas que, pela baixa qualidade, fazem serviços mal feitos, incompletos e até danifiquem os aparelhos.


Por fim, vale analisar se vale a pena ter um seguro. Com o aumento no valor de equipamentos como celulares e computadores, surgiram seguros para esses produtos. Vale, portanto, avaliar os benefícios que um seguro pode apresentar em determinadas situações de riscos.


Victor Barboza é especialista em finanças pessoais e gestão financeira de pequenos negócios. É voluntário da Bem Gasto e fundador da GFC - Gestão Financeira Criativa.   https://www.linkedin.com/in/victorbarboza/






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