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Quando o dinheiro para investir não é o suficiente

Você foi demitido e recebeu uma indenização ou então juntou dinheiro para conseguir realizar o sonho de virar patrão e montar seu próprio negócio. Mas, talvez nem mesmo juntando muito tempo você tenha conseguido o suficiente para fazer o investimento inicial no seu futuro negócio.


Nesse caso, o que fazer? A primeira ideia que surge, e com tanta oferta pipocando por aí, é pegar um empréstimo no banco.


Algumas instituições financeiras oferecem empréstimos para pagamento em parcelas a perder de vista e nos canais de atendimento mais inusitados: no caixa eletrônico onde você saca o seu dinheiro, no aplicativo onde você consulta seu saldo, na espera da central de atendimento enquanto você ouve aquela musiquinha que não termina nunca e um atendente não fala contigo.


Essas ofertas parecem muito fáceis e ao alcance da sua mão. Normalmente não têm muita burocracia para você aceitar, principalmente se você já for cliente do banco e se já pagou direitinho um empréstimo em algum momento.


Mas, qual o truque? O lance é que é moleza você se amarrar nessa dívida, mas dureza mesmo é você sair dela. Os valores desses empréstimos são tão grandes, com juros tão elevados que você pagará, se bobear, o equivalente ao dobro do valor que está sendo emprestado, dependendo do prazo que escolher. Quanto mais longo o prazo, maior o valor total da dívida porque mais juros você pagará.


Começar um empreendimento já é repleto de desafios: muito aprendizado, tomada de risco, tentativa e erro, trabalho intenso. Imagine você encarar tudo isso e ainda tendo uma dívida para arcar! Aí é pesado demais.


Então só dá para abrir um negócio quando a gente tem todo o dinheiro que precisa? Sim e não.


O ideal é você adequar o tamanho ou tipo de empreendimento ao dinheiro que você dispõe.


Não adianta querer abrir uma churrascaria se você só tem dinheiro suficiente para abrir uma carrocinha de cachorro quente. Nesse caso, que tal adequar o dinheiro, ajustando o sonho e abrir um food truck de lanches? Esticando a grana e fazendo um malabarismo, pode ser que dê certo e role essa adequação.


Você pode sim recorrer a uma instituição financeira, que pode ser um banco ou uma fintech, que são essas empresas de tecnologia ligadas ao mercado financeiro e que estão trazendo novas e boas soluções. Nesse caso você deve buscar uma linha de crédito para pessoa jurídica, que tem a cobrança de juros mais adequada.


Contudo, só faça isso se o seu negócio estiver muito bem estruturado e você tiver uma razoável previsão de qual será o seu faturamento. Caso contrário, o que seria uma alavanca para impulsionar o seu negócio, vai virar uma catapulta que vai te arremessar para mais longe do seu sonho e, se bobear, te afundar.


O mais importante é usar bem o seu dinheiro para que ele seja o trampolim que te levará para o sucesso!




Fabi Bergamin, voluntária da ONG Bem Gasto, marqueteira por profissão, gestora de suas finanças pessoais, que acredita no poder do aprendizado através das experiências. Dúvidas ou sugestões?

https://www.linkedin.com/in/fabiana-bergamin/

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