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Setembro amarelo – O que saúde financeira e mental têm em comum?

Inúmeras vezes nos percebemos em situação de estresse, ansiedade, insônia e depressão.


Vivemos em constante pressão e episódios de conflitos. São vários os inimigos que tentam tirar nossa paz de espírito e que muitas vezes arruínam nossas vidas. Aqui vamos falar de um inimigo que começa pequeno, mas nos leva rapidamente para o fundo do poço: descontrole financeiro.


Não é exagero! Saúde financeira e mental estão mais relacionadas do que você pode imaginar. O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), do governo norte-americano, apresentou um relatório que mostra que 16% das causas de suicídio estavam relacionadas à problemas financeiros e 4% estavam ligados à perda da moradia (para ver a pesquisa completa clique aqui).


Ainda não está convencido? Segundo levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 69% dos endividados sofrem de ansiedade por não se livrarem das dívidas, 64% relatam estresse, 25% sentem dificuldade de concentração no trabalho e 21% começaram a descontar a ansiedade na comida ou em vícios como álcool e cigarro.


Não são só os juros que fazem as nossas dívidas virarem uma bola de neve. Nosso estado emocional começa a jogar contra, encurtamos nosso horizonte de planejamento devido ao estresse. Performamos pior no trabalho, colocando nossa renda em risco e aumentamos hábitos ruins que aumentam gastos (os vícios), prejudicamos relações com as pessoas que podem nos ajudar... um verdadeiro caos.


O que fazer neste caso, então? Abaixo segue uma lista para servir como um guia:


1) Mantenha a calma! Respire fundo, lembre de todas as coisas ruins que a perda de controle vai lhe trazer e as evite.

2) Comece a montar um plano, anote todas as dívidas, receitas e despesas. Tenha tudo na ponta do lápis.

3) Não entre em novas dívidas.

4) Renegocie as dívidas antigas.

5) Peça ajuda a outras pessoas que você confia para te apoiarem nessas etapas. Esta estrada é muito difícil para caminhar de maneira solitária.


E não se puna por você estar endividado. Centenas de milhões de pessoas no mundo passam ou já passaram por essa situação. Em certas situações somos responsáveis, já em outras estamos totalmente nas mãos do destino. Uma crise econômica que deixa milhões de pessoas desempregadas não é sua culpa. O fato de o país ser extremamente desigual em termos de renda e educação também não é.


Neste artigo tentei mostrar a importância da conscientização sobre as consequências de uma crise nas finanças pessoais. Ao jogarmos um pouco de luz sobre a questão, podemos discutir de maneira mais aberta, sem preconceitos ou tabus. Só assim poderemos combater o problema de forma mais eficiente.


Nós da Bem Gasto ajudamos no combate a este problema levando educação financeira às famílias carentes da região periférica de São Paulo. E agora, também vamos levar educação financeira por nossas redes sociais. Toda vez que você precisar de uma dica, aconselhamento ou uma palavra de apoio, dá uma procurada nas nossas páginas e no nosso blog. Aguenta firme, estamos com você =)


Meu nome é Rubens Sanghikian, economista e escolhi me voluntariar na Bem Gasto, utilizando a educação financeira como meio de combate à pobreza e desigualdade social. Neste blog postarei artigos na linha de como podemos utilizar a economia comportamental e políticas públicas para melhorar as nossas finanças. Gostou e quer ler outros artigos já escritos por mim? É só ir no https://medium.com/@rubens.san. Até mais =D





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